O Espanhol Em América. (Introdução).

colomboNo ano 1492 Colombo arribou as costas da América. Para essa época na península ibérica o castelhano já  encontrava-se fortemente assentado  e os outros dialectos românicos  como por exemplo e “leonés” e  o “aragonés” foram esquecidos.

Na América  o objetivo era impor o espanhol,  e a esse longo processo chamou-se de “hispanización”. Ele durou longos anos devido a que o continente americano era o mais fragmentado linguisticamente. Calcula-se que tinham mais ou menos entre 123 famílias de línguas. Delas destacamos  algumas como: el taino, el maya, el quechua, el guaraní, el mapuche, el náhuatl y el aymará”.

A continuação exporemos em que regiões do continente se falava cada uma delas. “El quechua” usava-se na zona que hoje em dia é Peru, Bolívia e Equador. “El aymará”, em Bolívia. “El náhuatl” se fala em México. E “el guaraní” era uma fala predominante no que na atualidade conhecemos por Paraguay e as províncias argentinas de Misiones e Corrientes.

Os colonizadores usaram ao começo gestos para se comunicar com os indígenas, mas depois tiveram intérpretes indígenas ou europeus, foram eles quem realizaram uma comunicação mais efetiva entre estas dois culturas. Em outros casos os colonizadores incorporaram alguma das línguas mais populares. Como por exemplo em Peru “el quechua” e “el náhuatl” em México.

Nos seus começos se tentou fomentar o espanhol enviando a crianças e jovens a escolas e igrejas, onde se ensinava o idioma e onde também  inculcava-se o cristianismo. Porém o verdadeiro aprendizado do espanhol se produz pela convivência, a catequeses e, sobre tudo, o mestiçagem.

No entanto, não apenas a população indígena era diversa, mais também  eram os espanholes, já que eles vinham de distintas zonas da península. Por exemplo, os que instalaram-se no Caribe e nas Antillas, eram na sua  majoria andaluzes. Por essa razão em América manifestaram-se  certas mudanças fonéticas como:

*Falta da pronuncia do “d” entre vogais, exemplo: aburrío por aburrido.

*Ausência de pronuncia da letra “d” ao final de cada palavra, exemplo: usté em vez de usted, virtú em vez de virtud.

*Confusão entre “r” y “l”, exemplo: mardito por maldito.

*Substração do “s” final da sílaba, exemplo: pahtoh em vez de pastos.

Algumas de estas características ainda podem se observar em nosso espanhol atual.

Fonte:

“Enciclopedia de Salvat ”

Tradução livre.

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Abraços.

Joaquim

http://www.espanholparavoce

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Sobre Joaquín Angel

Nasci e me formei como Mestre Industrial em Valencia na Espanha, realizei estudos de Ciências Empresariais e Econômicas na Universidade de Valencia. Autodidata, gosto muito da leitura e do ensino do espanhol no Brasil, atividade que venho fazendo desde 2006 quando comecei dar aulas no grupo da igreja e desde 2007 de forma profissional. Nos últimos anos tenho ministrado aulas a multitude de alunos em escolas, grupos e aulas particulares VIP, também tenho ministrado vários cursos para Universidade do trabalhador da Prefeitura de Sorocaba etc.
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